Dicionário goiano: conheça algumas de nossas gírias e expressões

Nada mais goiano que um “piqui” com galinhada, não é mesmo? Embora nossa terrinha seja bastante conhecida pelo Brasil afora por esse prato, que realmente é uma de nossas características mais fortes, ainda existe “uns trem que é” ainda mais a nossa cara. Por mais que seja comum por aqui e acabe passando despercebido por quem é acostumado, usamos inúmeras gírias e expressões que podem ser bem desconhecidas para quem vem de fora. Pensando nisso, criamos uma espécie de dicionário goiano para te ajudar a decifrar a linguagem dos conterrâneos.

Portal Dia listou algumas palavras e expressões que fazem parte do vocabulário de muita gente “do Goiás“. Algumas são usadas pelas pessoas de mais idade, enquanto outras foram incorporadas de outras regiões e acabaram ganhando novos sentidos e, é claro, ainda é possível contar com aquelas que realmente nasceram por aqui.

Se você é novo na região e ainda não se acostumou muito bem, é só dar uma conferida que explicamos tudo bem direitinho. E vale lembrar que depois de pegar o costume de usar as gírias, é um caminho sem volta, hein?! Dá uma olhada!

Alugar: claro, além do significado real, a palavra também é usada com o mesmo sentido de conversa fiada. “Cara tava ali me alugando”.

Anêim: é o jeitinho do goiano de dizer “ah, não!” ou o conhecido “anem” mesmo.

Arvrinha: para o dicionário goiano, uma arvrinha é uma árvore pequena

Bão demais da conta: para o goiano, quando algo é “bão demais da conta“, quer dizer que é muito bom, excelente. No entanto, a expressão é mais usada por pessoas de mais idade, principalmente quando questionadas se estão bem. Em todo caso, é a cara de Goiás!

Caboco: para o dicionário goiano, o caboco é o cara, o rapaz. É o mesmo que dizer “aquele cara ali“.

Carcá: esse é um “verbo” que pode ser utilizado em diversas ocasiões e tem o sentido de “colocar”, “enfiar”. Você pode dizer que vai “carcá” a mão na cara de alguém caso te encha o saco.

Córgo: o córgo é a palavra usada para falar sobre os córregos, que por diversas vezes são lugares de passeio por aqui em Goiás. Ah, vale lembrar que ainda é possível contar com a variação da palavra para “corguim“. Pode ser usado em: “vamo tomar um banho ali no corguim?“.

Custoso: a pessoa custosa é aquela pessoa difícil, sapeca. Também pode ser uma situação complicada.

Dar rata: se você sabe o que é pagar mico, então também sabe o que é dar rata. É passar uma vergonha daquelas. “Nossa véi, acabei de dar uma rata ali que nem te conto…

Dô conta não: para o dicionário goiano, a expressão pode ser usada em diversas ocasiões. Quando a pessoa realmente não dá conta de fazer algo, ela diz isso. Mas também pode ser usada quando ela está sem paciência com alguém ou para alguma situação (é mais usada nesses casos).

Encabulado: o encabulado é bastante usado para dizer que a pessoa ficou impressionada com alguma coisa.

Espiaé o mesmo que “olha”. No lugar de falar “olha ali“, o goiano fala “espia ali“,  ou “dá uma espiada nisso“.

Estrovar: é o mesmo que incomodar, atrapalhar.

Frito: o frito pode ter dois sentidos que são bastante usados em Goiás. Quando alguém diz que está frito, significa que está encrencado. No entanto, a palavra ainda pode dar sentido a uma pessoa que está ligada, enérgica.

Goiano do pé rachado: quando você escuta alguém falando isso, quer dizer que a pessoa é goiana com orgulho!

Gueroba: gueroba é o “apelido carinhoso” dos goianos para falar da guariroba, nosso típico palmito do cerrado, que conta com um sabor amargo e fica maravilhoso acompanhado de uma boa galinhada!

Larga mão: segundo o dicionário goiano, quando alguém fala pra você largar mão, quer dizer que é pra deixar aquilo pra lá, esquecer a história.

Lascado: se alguém está lascado, quer dizer que essa pessoa está ferrada, com problemas. Fez alguma coisa que não era pra ter feito.

Madurar: mais uma palavra para o jeitinho goiano de dizer que algo amadureceu.

Massa: essa também é uma expressão que diz muito sobre nossa terrinha. Praticamente todo goiano do pé rachado tem o costume de dizer isso. Quando algo é bom ou legal, então é massa! E se for muito bom ou muito legal, então é massa demais!

Mocorongo: o mocorongo é aquela pessoa boba, distraída.

Negócio: o negócio é o mesmo que dizer “coisa”. “Cadê o negócio que eu te pedi?“.

Nóóó: se você ficou impressionado com algo, você diz “nóóóóó“, com aquela entonação de surpresa mesmo, sabe? Mas também pode ser usado quando você fica sabendo de algo que deu errado, com uma entonação mais triste. Na verdade, pode ser usado para diversas situações. Tudo depende da entonação!

Ou quá?:  é o mesmo que dizer “ou não?”, “ou o que?”. Se você pergunta “você vai ou não?“, o goiano pergunta “você vai ou quá?“.

Paia: algo paia é algo chato, sem graça ou até mesmo ruim. Quando alguém está contando uma história frustrante, por exemplo, aí você responde com um “Nossa véi, que paia!“.

Pelejar: se alguém está pelejando, está tentando, insistindo com alguma coisa.

Pit Dog: o Pit Dog é aquela sanduicheria de rua, geralmente encontrada pelas esquinas. É esse tipo de lugar que vendo o tão amado podrão, também conhecido por nós como x-salada, que são sanduíches.

Quando é fé: no dicionário goiano a expressão quer dizer o mesmo que “de repente”, algo que aconteceu de surpresa. “Quando é fé bateram na porta de casa e eu nem tava esperando“.

Queijim: o queijim do dicionário goiano não tem nada a ver com o que parece. A expressão é usada para falar das rotatórias de trânsito. “No queijim cê pega a direita , segue toda vida e chega lá”.

Que nem: quando alguém diz “que nem“, está querendo dizer “igual”. Se você diz “igual aquele dia que aconteceu isso“, o goiano diz “que nem naquele dia que aconteceu isso“.

Ranca: é o mesmo que tirar. “Ranca isso daí, menino“, quer dizer “tira isso daí, menino“.

Rensga: o dicionário goiano conta com diversas variações da palavra. No geral, a expressão é usada quando algo impressionante acontece, ou quando você fica sabendo de algo surpreendente. É o mesmo que falar “caraca”, ou um “nossa” mais entusiasmado. Além do rensga, ainda é possível ouvir “errensga“, ou um simples “ren” (lê-se “reeeen”)

Ridico: para o dicionário goiano, a pessoa ridica é aquela pessoa egoísta, que não se importa com os outros. Mas também é possível usar o “verbo” ridicar. “Tá ridicando comida mesmo?“. Nesse caso, é a pessoa que não quer compartilhar algo.

Sô: o sô é uma expressão usada em diversas regiões do interior, mas também é bem comum em Goiás. Normalmente está sempre acompanhada por alguma frase. “Uai, sô… Num vi não“, ou “bão demais da conta, sô“.

Tão tá bão: é o mesmo que dizer “então tá bom”, só que de uma forma mais fácil e ágil.

Tem base?: é usado para uma situação difícil de acreditar. É o mesmo que dizer “pode uma coisa dessa?”. Sério, essa é uma das expressões mais goianas que você pode ouvir por aí!

Trela: se você dá trela de algo, quer dizer que você achou engraçado ou que está morrendo de rir. Mas também pode ser que você ficou “dando corda” para alguém. “A gente tava conversando e eu fiquei dando trela pra ver até onde ia“.

Trem: é até difícil dar uma definição para “trem”, já que é usado para praticamente tudo. Quase toda palavra pode ser substituída por “trem”, que pode ser acompanhada de um adjetivo, como “que trem mais lindo!”, se referindo a uma pessoa. Mas também pode ser usada para designar uma coisa: “pega aquele trem ali pra mim“.

Trupicar: é o mesmo que tropeçar. “Dei uma trupicada ali“.

Uai: dizem por aí que o “uai” é mineiro, mas podemos dizer com propriedade que a expressão também é a cara “do Goiás”. Se você fizer uma pergunta para um goiano e ele não responder com um “uai…”, pode duvidar das origens dele!

Vazar: quando você estiver “vazando“, significa que está indo embora, segundo o bom e velho dicionário goiano.

E aí, sabe de alguma outra palavra que se encaixa no nosso tão querido dicionário goiano que não apareceu por aqui? Compartilha com a gente pelos comentários!

Fonte: Dia online

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