Mais de 30 goianos seguem presos em Brasília, diz MP


De acordo com informações do Ministério Público de Goiás (MP-GO), 33 goianos seguem presos em Brasília por terem participado dos ataques golpistas do dia 8 de janeiro. Além disso, nesta sexta-feira (20), a Polícia Federal tentou cumprir um mandado de prisão contra o empresário Raif Jibran Filho, sócio-administrador do restaurante Rústico Premium Grill, na Vila São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás, mas ele teria fugido.
O MP-GO tem atuado para ajudar a identificar golpistas que participaram dos atos do último dia 8. Nesta semana, o procurador-geral de Justiça de Goiás, Aylton Flávio Vechi participou de reunião em Brasília com entre membros do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça com os coordenadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de alinhar a estratégia de atuação do órgão na investigação.
Em entrevista ao POPULAR, ele disse que os Ministérios Públicos de todo o país compartilhavam informações para garantir uma apuração célere e punição rigorosa dos responsáveis. Vechi explicou que a identificação de pessoas de Goiás permite ao MP-GO que levante mais informações sobre aquele suspeito que possam ajudar na investigação.¨ Essa pessoa pode ser reicidente na prática de algum crime, por exemplo. São informações complementares¨ informou o procurador-geral.

Prisões

Desde o dia 8 de janeiro, foram presas 1.398 pessoas, de todo o país, suspeitas de terem atuado nos ataques à democracia, que culminaram na depredação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), respectivamente sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros.
Na quarta-feira (18), o ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu manter presas 140 pessoas envolvidas nos atos. O magistrado também converteu suas prisões em preventivas, o que significa que elas não têm prazo para terminar. A justificativa é de que há necessidade de “garantir a ordem pública” e a “efetividade das investigações”.
Segundo o ministro, há indícios de que os presos cometeram crimes de atos terroristas, associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime.

Fonte: O popular

Notícias Relacionadas